quinta-feira, 3 de março de 2011

Preconceitos II

  Ainda lembrando a temática do preconceito, vemos que o mundo é assolado por formas cada vez mais bárbaras de defesa das posições humanas. A dita sociedade racional humana, não percebeu que a vida é um presente cada vez mais valoroso, que devemos respeitar as diferenças em sentido amplo. Semana passada a polêmica foi John Galliano, demitido da Dior por insultos a judeus e sua preferência por Hitler.
   Mesmo em um momento de raiva ou insanidade, evocar certos exemplos ou modelos pode ser tão danoso a vida humana. No caso de Galliano, mesmo que haja um pedido de desculpas que de fato houve, toda a sua genialidade foi perdida. Ele não será lembrado pelas obras maravilhosas do prêt-à-porter, mas agora lembrado por um modelo pior, que ainda assombra a história humana, o massacre de mais de 6 milhões de vidas, tão bem retratado no filme A Lista de Schindler de Steven Spielberg.
   Rememoro os tempos de preconceitos acirrados no mundo, o primeiro beijo interracial da TV norte-americana, veio de Jornada nas Estrelas, Uhura e Kirk. Os beijos homossexuais, ou até mesmo a relação entre as personagens Thalles e Julinho do remake de Ti-Ti-Ti. Somos em essência todos humanos e não conseguimos respeitar as diferenças, desse modo o mundo segue em seu caminho destrutivo. Ouço agora My October Symphony do duo Pet Shop Boys e pensando em como tudo poderia ser mais simples.
   Assim, quem sabe no futuro, conseguiremos viver em tolerância. Bradamos aos quatro cantos que somos a espécie mais inteligente do planeta, somos distintos pela capacidade de racionar. Engraçado, a cada dia damos exemplos de que esse lado racional e humano é sempre substituído pelo lado passional e muitas vezes instintivo e novamente destrutivo. Casos como Galliano ganham destaque por sua importância na mídia e na moda, mas quantos outros casos ocorrerão nas sombras da noite ou a luz de um dia cinza ou simplesmente azul? E esse pálido ponto azul segue seu caminho, saudades de um tempo que não existe mais, em que ser era simplesmente a condição de ser aceito, longe do ter...